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Mudança no tratamento contra a osteoporose

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Pacientes que sofrem de osteoporose tomaram um susto esta semana. A maioria usa, para fortalecer os ossos, remédios do grupo dos bisfosfonatos. Mas, de acordo com alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), essas drogas teriam efeito contrário: aumentariam o risco de fratura de fêmur e estariam associados a derrame a câncer de esôfago.

Então, qual é a saída? Segundo os especialistas, é o tratamento personalizado, que inclui dieta equilibrada, exercícios e suplementos de cálcio e de vitamina D.

Maria Nazareth Miguez, 82 anos, tomava medicamentos à base de bisfosfonatos há mais de cinco anos. Diante do parecer da Anvisa, parou, por conta própria, de tomar o remédio. Só que agora ela ficou sem proteção nenhuma.

A atitude é equivocada, alerta Bernardo Stolnicki, vice-presidente do comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Os bisfosfonatos são seguros e têm efeitos benéficos quando bem indicados, afirma ele.

Mas, usados por mais de cinco anos, elevam o risco de fraturas em pequena parcela dos pacientes. Nesses casos, há outras opções, algumas com menos efeitos agressivos. “Só não vale automedicação ou interromper o remédio sem consultar seu médico”, reforça Stolnicki.

Apesar dos perigos, os bisfosfonatos (o mais conhecido da turma é o alendronato), no mercado há 20 anos, ainda são a primeira opção dos médicos. Por isso, milhares de doentes não sabem o que fazer após o alerta da Anvisa.

Para Luís Augusto Russo, da Sociedade Brasileira do Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral, não há motivo nenhum para pânico. “Hoje, temos diferentes fármacos para tratar a osteoporose, com dosagens e uso específicas, orais e injetáveis. Só a avaliação vai apontar qual é o melhor em cada situação”.
O mais importante, acrescenta o médico, é ter um tratamento individualizado. “A reposição de vitamina D é fundamental para maior absorção do cálcio.

Também ajuda muito caminhar sob o sol para melhor conversão da vitamina D; e praticar musculação leve com pesos, com orientação”, ensina Russo.

A osteoporose é traiçoeira e silenciosa. A partir dos 30 anos, o corpo naturalmente vai perdendo massa óssea, e o tecido se renova. Mas chega um momento em que ele não consegue fazer mais isso. Então, fica tão frágil e se quebra mesmo sem sofrer nenhum trauma. “Não raro é o primeiro sintoma. Às vezes, a pessoa se abaixa e quebra uma vértebra”, diz Stolnicki.

Daí a importância do diagnóstico precoce, por meio de exames clínicos, laboratoriais e de densitometria óssea. “Pessoas que tomaram por muito tempo remédios com cortisona, como anti-inflamatórios, correm risco de sofrer osteoporose porque essa substância ataca o osso. Também o fumo e o abuso de álcool prejudicam a renovação óssea”, alerta Stolnicki.

PARTES MAIS FRÁGEIS
Os locais mais comuns de fratura por osteoporose são a coluna, colo do fêmur, pulso e vértebras. A fratura de fêmur é considerada uma das mais graves e pode deixar a pessoa imobilizada por vários meses.

DIAGNÓSTICO
Além de exame clínico e físico, o médico pede análises de sangue e de urina. Outro exame importante é a densitometria óssea, que serve para medir a densidade dos ossos e avaliar o risco de fraturas.

Para mulheres com fatores de risco, como baixa estatura e fratura espontânea, médicos recomendam exames para detectar osteoporose a partir dos 50 anos.


Ortopedista do CREB está com a seleção sub15 de futebol, em Teresópolis

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Em 2011, a seleção brasileira sub-15 foi campeã da copa sul-americana da categoria, com o melhor ataque, a maior goleada, o maior número de vitórias e o menor número de derrotas. Na final, o Brasil derrotou o Uruguai, os donos da casa, por 4 a 0. Agora, a seleção já está concentrada e treinando, na Granja Comary, em Teresópolis, para buscar um novo título. A próxima competição acontece na Argentina, em março e abril de 2013. Os jogadores recebem os cuidados do Dr. João Marcelo Amorim, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.


Quem pode (e sabe) tratar dor crônica?

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Qual médico especialista pode (e sabe) tratar dor crônica? A Revista Veja tratou do polêmico tema em sua edição 2231, de 24 de agosto deste ano, com o sugestivo título “A Luta contra Inimiga Ancestral”, onde discorre sobre os aspectos históricos da dor, diferenças entre a dor aguda e do crônica, fisiopatologia da sensibilização da dor crônica e suas opções terapêuticas.

“O que chamou a atenção da SPMFR foi citação pela repórter da recente aprovação do Conselho Federal de Medicina a respeito da especialidade que pode tratar/abordar dor. Esse flagelo, descrito recentemente pela OMS como um dos sinais e sintomas cardinais, sempre foi restrito aos neurologistas e anestesistas para especialização sobre o tema apesar de ser uma das maiores, senão a principal, queixa nas consultas do médico fisiatra. O fisiatra sabe tratar dor crônica como nenhuma outra especialidade porque ele consegue ver o paciente no sentido holístico, integral e completo, respeitando suas necessidades funcionais, sociais e psíquicas. Ele consegue oferecer abordagens não-medicamentosas, apesar de dominar a farmacologia dos analgésicos. Conhece a importância dos meios físicos, da cinesioterapia, da acupuntura, da mesoterapia, da terapia cognitivo-comportamental, da terapia por onda de choque, do agulhamento seco, da hidroterapia, só para citar algumas estratégias que podem ser abordadas para dor, uma das mais importantes causas de incapacidade e prejuízo da qualidade de vida dos pacientes”, discorreu a Sociedade Paulista de Medicina Física e Reabilitação, em nota oficial.

A reportagem, pontua a nota da SPMFR, informa sobre “o baixo contigente de especialistas em dor – 1100 médicos, o que corresponde a 0,3% da classe médica brasileira. Por isso, médicos fisiatras, reumatologistas, clínicos, neurocirurgiões, ortopedistas e acunpunturistas também podem se dedicar a tratar dor com mais foco”. E finaliza: “A resolução da CFM é mais um passo para a conquista do respeito e importância que a Fisiatria merece no cenário da medicina brasileira”.



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